-O que foi? Dói? Ele soltou um som que parecia uma risada. Mas os olhos não tinham uma expressão zombeteira, ao contrario, parecia uma fera pronta a atacar sua presa. -Vê como reajo ao seu toque? Mas tenho algo a lhe contar... -O que? –ela perguntou surpreendida. -Você não precisa me tocar pra me fazer sentir assim... normalmente é só olhar... -Olhar? -Não foram poucas as vezes que fugi pro meio do mato para esconder a manifestação do meu corpo. –ele confessou. Um fogo incandescente começou a se acender dentro dela. Ouvi-lo murmurar aquilo, daquele jeito, baixinho, com o hálito morno e quente e tão próximo ao seu rosto a deixava doida. Abraçando-o pelo pescoço, Kagome começou a beijá-lo. Primeiro no rosto, depois no pescoço... Sentia-se tão desejosa, quente, úmida, o queria dentro dela, mas Inuyasha parecia não estar disposto a acabar com aquele tormento tão logo. Ela sentia o membro dele dar pequenas apunhaladas contra seu ventre liso, mas era claro que Inuyasha iria se segurar. -Eu te amo tanto Kagome... –ele disse olhando nos olhos dela. -Eu também. -Faremos amor todas às noites até morrermos. Ela gargalhou e o movimento do seu corpo o enlouqueceu. Os seios desciam e subiam com a risada e ele não resistiu e começou a lambê-los. Aos poucos ele perdeu o controle das mãos e elas desceram por dentre as pernas dela. Estava úmida... quente... Os dedos adentraram por entre os pelos negros. Um gemido profundo saiu de sua garganta enquanto ela apertava os olhos. Como Inuyasha conseguia a dominar daquela maneira. Era delicioso. Queria que ele sentisse a mesma coisa, então retirou uma das mãos dos seus ombros e desceu ao membro novamente. Quando o pegou, ele segurou as mãos fortemente. -Não senhora! Se fizer isso de novo não vou resistir e vai acabar com a nossa noite de núpcias em cinco segundos. Ela abriu os olhos e o encarou. -Estás zangado? Não farei mais. Ele segurou seu queixo. -Não amor.. é que isso me da muito prazer e se fizer, irei gozar fora de você. As palavras deveriam choca-lá, mas não o fizeram. Parecia tão natural eles estarem daquela maneira, fazendo amor daquele jeito e conversando sobre aquilo. Ela o ouviu se abaixando sobre ela e a beijando novamente. Então ele se colocou em ataque e aos poucos foi a possuindo. Na primeira vez deles houve dor. Pouca, é verdade, mas houve. Agora, ao contrario, parecia que toda a felicidade do mundo a dominava. Ela o abraçou para senti-lo entrar mais fundo dentro de si. Sua mulher! Eram dois corpos fazendo-se um. A perfeição da junção de duas almas que passaram toda uma vida tentando se encontrar. Eram Inuyasha e Kagome. Duas pessoas separadas por anos. Separadas por uma cultura diferente. Separadas pela ambição e ganância de outros. Duas vidas que sofreram tantas dúvidas, tantos tormentos, mas agora se pertenciam. Ninguém mais os afastaria. Como algo ou alguém poderia destruir aquilo que estavam vivendo? O amor entre eles era tão grande que agora uma nova vida, uma nova existência nascia deles. Somente naquele momento Kagome percebeu a verdade sobre sua gravidez. Eles teriam um filho! Fruto de um momento tão belo quanto aquele! Uma criança que havia resistido a tantas armadilhas e desencontros. Mas que nasceria firme pelo amor de seus pais. Ele então se moveu dentro dela. A dança! A sensual dança que haviam dançado uma noite, há um tempo atrás. Naquela noite, aquela dança a levou a loucura, mas agora o ritual a levava a mais firme sensação do que era ser mulher. Estremecendo ela mordeu os ombros do seu homem! Sentindo que ele se expandia dentro dela, na vigorosa força do amor, ela arquejou. Um prazer indescritível começou a fazê-la perder a razão. -Por favor... –ela gemeu angustiada. Que dure para sempre, ela pensou. Aquela sensação era tão maravilhosa que se ela morresse nos braços dele agora, morreria feliz. Deslizando as mãos pelo cabelo molhado dele, Kagome viu seu quadril começar a mover-se cada vez mais rápido. Então o orgasmo os tomou. Juntos! Ao mesmo tempo! Aquela sensação máxima quando a dança já se tornava quase violenta. Inuyasha derramou seu liquido quente dentro dela e sorriu. Pena que ela não pudesse engravidar duas vezes no mesmo intervalo de tempo. Quando saiu de dentro dela, caiu exausto do seu lado e a puxou para junto de si. Ela deitou a cabeça no seu peito enquanto os cabelos longos se espalhavam pela cama. Kagome ficou escutando as batidas ainda aceleradas do seu coração. -Esta com sono? –ele murmurou. -Não..estou tentando me recuperar pro próximo round. Ele não sabia o que era “round” mas riu com gosto. Ela era engraçada quando queria. Perfeita. Ele sempre se sentira bem perto dela. O amor era algo estranho. Podemos gostar de muitas pessoas, mas só amamos aquelas que nos causam aquele conforto. -Porque demoramos tanto para ficar assim, Kagome? Ela suspirou. -A culpa foi sua. Ele deu uma palmadinha de leve no seu traseiro. -Ora, sua sapeca! A culpa é sempre minha, é? -Sim – ela levantou a cabeça apaixonada e o olhou - você é o culpado de eu estar tão feliz agora. -Espero ser o culpado de você ser feliz eternamente! Ela fechou os olhos sorrindo e ele percebeu que ela iria dormir. Uma pena! Achou que ela talvez aceitasse uma segunda vez naquela noite ainda, mas parecia que Kagome estava cansada. Então uma mão desceu levemente pelo seu ventre. -Enganei você – ela falou rindo – não estou com sono! Ele subiu em cima dela novamente segurando seus braços sobre a cabeça. -Já percebeu que tudo em nossa vida é em dose dupla? E a beijou. -Inuyasha –ela disse entre o beijo. -O que? -Dose dupla? Acho que teremos gêmeos. O sol já nascia quando eles finalmente dormiram. A alvorada abençoava o jovem casal e o par repousou na certeza de terem encontrado a felicidade que tanto almejaram. 
FIM
O melhor!!
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q linduh =D amei
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